Pediu-se um texto sobre JUSTIÇA no dia de sua comemoração.

Pensou-se, rascunhou-se ... nada!!! Passou o dia dela.

Agora, começado o ano, bom pensar no assunto. Quem sabe haja uma comemoração pessoal no próximo dia dela...

O que é JUSTIÇA?

Simploriamente é dar a cada um o que é seu. Fácil, sem grandes análises, questionamentos, discussões, "simples assim".

A lei é o mero regramento, lembrando, ratificando, repetindo, ditando, os direitos de cada um. Existe por falta de discernimento, de respeito e, sobretudo, das reiterações de ambos.

O judiciário lembra justiça? Obviamente não! Só a restituição dela... a ratificação da regra, norma, lei... o bom senso!!!

Lembra, sim, conflito, descaminhos dos direitos individuais, coletivos... certamente descumprimento da lei ou, simplesmente o descaso ao sentido de JUSTIÇA.

Triste pensar nisto, mas ela está em desuso.

Opa, desuso? Sim desuso!

A verdade é que JUSTIÇA é coisa do dia a dia, de exercício em atos simples, começa em casa. Coisa de berço.

A escola? Exercita e ratifica JUSTIÇA. Ela precisa vir pronta no âmago do aluno – aprendido em casa, por óbvio.

O exemplo disto? No cotidiano de cada cidadão!

Permita-se lembrar da utilização do transporte coletivo. Coisa corriqueira... exige pouco. Chegar à estação, pagar o serviço, esperar a composição, entrar nela, utilizar o assento correto, descer no destino... sem nenhuma dificuldade.

Entretanto, ao contrário do que devia acontecer, isto é diferente.

Passada a barreira do ingresso – o bilhete – vira o tumulto... "cobra que come cobra" ...

A entrada não pode ser pacífica, tem de ser tumultuada, com solavancos. Por que? Pegar o melhor assento, o melhor canto, o espaço confortável dentro da composição.

Meios, uma bolsa, um pacote, um atropelo, enfim, um empurrão ...

Banco preferencial? O que é isso? Para quem? Quem preferencial, qual a graduação disto?

Como em tudo que ocorre na vida de cada um dentro de uma coletividade, isto representa a busca pelo sim com os próprios meios, já que o não está em tudo... saúde, educação, emprego, justeza de preços, salários, transporte, transito, segurança... E no particular, o autor não está tendo nenhuma genialidade ou ineditismo em declarar, está em qualquer noticiário nacional, repetidamente, diversas vezes em todo dia.

De novo, "Triste pensar nisto" !!!

Aquele, um pequeno exemplo, mínimo do dia a dia. Se repete em todo lugar, sempre!

Que neste ano as pessoas recebam mais sim de quem tem a dar, para não ter de driblar o não com suas forças; que os direitos e obrigações sejam mais exercitados em seus berços; que o Judiciário seja buscado para assuntos de grande indagação; que cada um de nós pense nos seus direitos e nos direitos dos outros e que isto se multiplique geometricamente.

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*Elcio Montoro Fagundes é sócio do escritório Montoro Fagundes e Brasil Vita Advogados Associados.