O juiz Federal Sérgio Moro, em debate na tarde desta quinta-feira, 20, no V Simpósio de Direito Empresarial, promovido pela ALAE – Aliança de Advocacia Empresarial, defendeu o instituto da delação premiada.

Para Moro, a colaboração premiada é "um método de investigação valioso e importante", mas, ressaltou, não é o único na condução do processo. "Não é uma panaceia."

"Crimes não são cometidos no céu, então, não dá para chamar inocentes para testemunhar."

No debate, Sérgio Moro ainda criticou o excesso de recursos e defendeu a prisão logo após condenação em primeira instância.

Comparou a Lava Jato com a operação italiana Mãos Limpas – investigação realizada nos anos 1990 sobre pagamentos de subornos entre políticos e empresários em Milão sobre a qual realizou um trabalho acadêmico.

Segundo o juiz, no caso italiano, 40% dos acusados "escaparam" da prisão pela prescrição ou pela anistia, e o sistema processual brasileiro é muito baseado nas leis italianas.