A campanha eleitoral entra hoje em outro estágio. Estão permitidos comícios, carreatas, distribuição de material e outras modalidades - as aparições na TV e no rádio vão começar no dia 31.

Clássicos de campanha como os 'santinhos' ainda serão vistos como ferramentas básicas para muitos candidatos espalhados pelo Brasil, mas a novidade nesta temporada será o impulsionamento de conteúdo.

Nesta eleição, grande parte dos cabos eleitorais ficará atrás do computador.

O escritório da Google para a América Latina montou estrutura para atender a determinação da Justiça Eleitoral.

Serão retiradas do ar - o mais rápido possível - postagens de candidatos que não obedecerem à legislação: é permitido pagar para que uma publicação seja popular, mas não a inserção de banners digitais.

Os gurus digitais acreditam que o grosso do dinheiro, que antes era compartilhado entre gráficas, rádios e anúncios em jornais, ficará concentrado nas plataformas digitais.

Os mesmos experts em marketing digital estimam que cada candidato à presidência desembolsará pelo menos R$ 12 milhões com impulsionamentos.

PT

Realidade pós-2016

Há dois anos, o PT perdeu metade de suas prefeituras.

Este ano, sete dos nove senadores do partido terão de voltar a bater à porta do eleitor para renovar o mandato.

Há projeções internas que indicam dificuldades/obstáculos na Câmara para a reeleição de quase metade da bancada.

Estratégia

Voto de gênero

Fernando Haddad será apresentado ao eleitorado como o candidato que "fez mais pelas mulheres".

O vice de Lula se aproximou do movimento feminista, quando esteve à frente da prefeitura de São Paulo.

O horário eleitoral do PT apresentará políticas de Haddad, como a guarda civil destacada para visitar mulheres que sofreram agressões enquadradas pela Lei Maria da Penha.

Lula

Guerra de hashtags

O registro da candidatura de Lula, ontem, no TSE desencadeou uma disputa entre internautas.

Os apoiadores do petista conseguiram emplacar nos assuntos mais comentados do mundo a hashtag "LulaÉcandidato".

Já os críticos torpedearam postagens com a hashtag "LulaÉpresidiário".

Lista

Quem são os candidatos

Quase 24 mil políticos apresentaram registros de candidatura. O entusiasmo diminuiu: em 2014, 26,1 mil concorreram.

As estatísticas do TSE mostram que a maioria dos inscritos afirmou que é empresário, ao definir a ocupação - provável reflexo de uma eleição que contará com financiamento restrito.

Pelo menos 232 candidatos registrados para as eleições gerais têm domínio mínimo sobre as ferramentas de leitura e escrita, mostram as estatísticas do TSE atualizadas até a noite de ontem.

Brasil-Paraguai

Agenda entre vizinhos

A presença de Michel Temer e dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, na posse do novo presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, está longe de ser apenas um gesto de cortesia.

O setor produtivo cobra a costura de um acordo para evitar dupla tributação nas negociações de produtos e serviços com o país vizinho, como já acontece com a Argentina, no âmbito do Mercosul.

Contas públicas

Discurso e austeridade

Relatório do Tribunal de Contas da União detalha os efeitos da política de austeridade do governo e dá pistas sobre a decisão de Michel Temer em bancar uma lei orçamentária menos restritiva do que a prevista no início do ano.

Segundo o TCU, mesmo com receita menor, o governo Federal conseguiu reduzir o déficit, em comparação com os seis primeiros meses de 2017.

A tesoura nos gastos de custeio trouxe economia de R$ 8 bilhões, mas sacrificou áreas sensíveis como a Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia.

Ferrovias

Queda de braço

O Planalto tenta emplacar - no meio das votações aceleradas do esforço concentrado do Congresso - o projeto de lei que permite a prorrogação antecipada dos contratos de concessão do setor ferroviário.

Mas a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, vai brigar contra a medida.

Dodge afirma que a proposta permite a "dilapidação do patrimônio público" ao doar para as concessionárias a propriedade de bens móveis e imóveis que deveriam, ao rigor da lei, retornar à União em vez de ficar mais 30 anos sob o controle de particulares.

Agenda

Debates - Candidatos aos governos estaduais participarão de debates na Band.

PNAD - IBGE divulga hoje a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

Cota - TSE decide se valerá para esta eleição a cota de gênero de 30% do fundo partidário destinada às candidatas.

Conjuntura - Relatório Prisma Fiscal, que reúne estimativas do mercado financeiro, será divulgado pelo Ministério da Fazenda.

PIS-PASEP - Segundo lote do abono salarial, referente ao ano-base 2017, será pago hoje.

Nos jornais

Lula - O PT registrou no TSE a candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contestou com o argumento que o petista está inelegível. (manchete da Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

Barroso - O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do TSE, foi sorteado relator do pedido de candidatura de Lula. Barroso sinalizou que pretende dar celeridade à análise do registro. (todos os veículos)

Visitas - O Ministério Público Federal levantou junto à Justiça uma série de dúvidas sobre visitas religiosas e de advogados que o ex-presidente Lula vem recebendo na prisão. Para os procuradores, políticos vão à prisão como advogados para que o petista interfira no processo eleitoral. (Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

Temer - Em entrevista, o presidente Michel Temer diz enxergar seu governo na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). "Se você dissesse: 'quem o governo apoia?' Parece que é o Alckmin, né"? (Folha de S.Paulo)

Serra - Documentos enviados ao Brasil pelo governo da Suíça reforçam suspeitas de caixa dois na campanha do senador José Serra (PSDB) ao governo de São Paulo, em 2006. A investigação está no STF.
 (Folha de S.Paulo e O Globo)

Guardia - Em entrevista, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, garante que o teto dos gastos "é crível, sustentável e eficiente". Para ele, o foco da discussão fiscal tem que ser a necessidade de reequilibrar as contas públicas. (O Globo)

Investigação 1 - Geraldo Alckmin (PSDB) depôs ontem ao MP paulista no inquérito que apura se ele cometeu improbidade administrativa na modalidade enriquecimento ilícito. (todos os veículos)

Investigação 2 - A Procuradoria-Geral da República quer que seja enviado para a Justiça Federal do Rio o inquérito que investiga se o candidato do DEM ao governo do Rio, Eduardo Paes, recebeu repasses irregulares da Odebrecht no exterior para a campanha de 2012. (O Globo)

União - Em meio à crise econômica, que afeta a arrecadação, estados declaram guerra contra a União na Justiça em uma disputa por dinheiro público. Segundo o Ministério da Fazenda, a União é alvo de pelo menos 55 ações. (Folha de S.Paulo)

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