Jair Bolsonaro (PSL) deu o tom da corrida ao Planalto. Em um fenômeno não percebido pela maioria, influenciou também o padrão de representatividade nos estados e no Congresso.

O rearranjo de forças nacionais e locais - provocado pela chamada 'onda conservadora' - desafia os prognósticos desenhados para essa eleição.

Quase todos foram colocados em perspectiva na madrugada de hoje. E o status quo está abalado.

Mas embora essa seja uma das muitas verdades reveladas pelas urnas não significa dizer que o jeito de fazer política em tempos agudos (como agora!) mudará.

Os próximos 20 dias de campanha para presidente da República dificilmente serão lembrados pela capacidade de inovação.

Há pressões instaladas em parte da opinião pública para que tanto Bolsonaro como Fernando Haddad (PT) explorem mais suas propostas de governo, sinalizem ao centro em busca de apoios e digam exatamente o que farão se forem eleitos.

Tais demandas fazem sentido, mas não estão, necessariamente, relacionadas a movimentos voluntários porque, entre outras peculiaridades, a diferença de votos entre os dois é enorme.

Projeções

Próximas pesquisas

A partir de amanhã, a semana já começa a ganhar impulso com novas pesquisas de intenção de voto.

TV

Calendário de debates

Na quinta-feira, 11, a Band abrirá a sequência de debates a presidente - não está confirmado se Jair Bolsonaro (PSL) vai comparecer.

A TV Gazeta fará em seguida, dia 14. Dia 15, será a vez da RedeTV!

O SBT reunirá os candidatos no dia 17, já a RecordTV, no dia 21, e a Globo marcou o seu para o dia 26.

Congresso

'Climão' e euforia

A Câmara e o Senado retomam os trabalhos esta semana.

Os grupos que foram deslocados pelo voto e não estarão no Legislativo em 2019 planejavam tirar da gaveta uma espécie de agenda positiva.

Como ficaram as bancadas, a preocupação passa a ser o Orçamento.

Dia seguinte

Impacto imediato

Atônitos com o resultado das eleições, ontem, comitês de campanha em diversos estados cancelaram reuniões e pronunciamentos oficiais previstos para hoje.
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Voto judiciário

Carona na Lava Jato

Novatos e desconhecidos, representantes do Direito estrelaram as eleições deste ano e até surpreenderam após a contagem dos votos.

Adicionar a palavra "juiz" ao nome eleitoral deu sorte e produziu resultados em vários lugares do país.

Agenda

Balanços – Os partidos que terão candidatos no segundo turno iniciam hoje as rodadas de reunião para definir estratégias e busca por apoios.

Nos jornais

2º turno - Jair Bolsonaro (PSL) obteve 46,46% dos votos e Fernando Haddad (PT) ficou com 28,69% e farão o segundoturno ao Planalto. (manchete da Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

PSL - A 'onda conservadora' que impulsionou Bolsonaro manifestou-se no desempenho dos candidatos do PSL, seu partido, e daqueles que o apoiaram nas disputas estaduais e para o Congresso. Na Câmara, a sigla deve ter a segunda maior bancada. (manchete do Valor Econômico)

Bolsonaro - No pronunciamento após a definição do segundo turno, Jair Bolsonaro disse suspeitar que só não foi eleito ontem devido a problemas nas urnas eletrônicas. (todos os veículos)

Haddad - Fernando Haddad (PT) discursou ontem para militantes, fez sinais ao centro e ainda agradeceu ao ex-presidente Lula. (todos os veículos)

Ciro - Terceiro colocado na disputa (12,25% dos votos), Ciro Gomes (PDT) deixou claro que não irá apoiar Bolsonaro, mas evitou declarar apoio a Haddad. Ele disse que precisará debater a posição com seus aliados. "Ele não, sem dúvida", afirmou. (todos os veículos)

Alckmin - Com o pior desempenho do PSDB em eleições presidenciais de sua história, Geraldo Alckmin (PSDB) reconheceu a derrota. Ele ficou em quarto lugar, com cerca de 5%. (todos os veículos)

Marina - Em sua terceira eleição para a presidência da República, a candidata do Rede, Marina Silva, perdeu drasticamente seu cacife político e terminou a disputa em oitavo lugar. (todos os veículos)

TSE - A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, disse ontem sentir preocupação com a manifestação do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que colocou em dúvida a urna eletrônica. (todos os veículos)

Estados - Bolsonaro passou perto de vencer as eleições presidenciais no primeiro turno graças a um apoio maciço em quase todo o país. Ficou em primeiro em 4 das 5 regiões do Brasil. O Nordeste foi a única exceção. (todos os veículos)

SP - O segundo turno da eleição para o governo de São Paulo será disputado entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Com 98,28% das urnas apuradas, Doria liderava com 31,8%, seguido de França, com 21,5%. Paulo Skaf estava com 21,1%. (todos os veículos)

RJ - Os resultados do primeiro turno das eleições surpreenderam no Estado do Rio. Com 97,23% das urnas apuradas, Wilson Witzel (PSC) tinha 41,29% dos votos e Eduardo Paes (DEM), ex-prefeito da capital, tinha 19,52%. (todos os veículos)

Senado - A eleição de 2018 produziu a maior fragmentação partidária da história do Senado, que abrigará 21 legendas a partir em 2019. Ficaram de fora velhos conhecidos da política brasileira como o atual presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB). (todos os veículos)

Dilma - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) não conseguiu se eleger senadora de Minas Gerais, contrariando as pesquisas eleitorais, que a indicavam como líder desde o início da campanha. A petista obteve 15,21% dos votos e ficou em quarto lugar. (todos os veículos)

Mercado - A surpreendente vantagem de Jair Bolsonaro no primeiro turno da eleição vai provocar um clima de euforia no mercado financeiro. O volume de votos do PSL pode levar o Ibovespa a buscar os 90 mil pontos e o dólar cair para perto de R$ 3,70. (Valor Econômico)

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