Não só o ambiente corporativo, como o público em geral já sabe o que é background check, ao menos tem uma ideia, graças a campanhas publicitárias e matérias jornalísticas em tempos de Lava Jato. É fato que para o público leigo talvez seja mais adequado colaborar e se referir a ele como "verificação de antecedentes".  E a primeira coisa que vem à mente quando ouvimos alguém falar em verificação de antecedentes é de que deve-se dizer a verdade.

Existe uma boa discussão de que verdades são relativas... mas este é um tema para a filosofia, para o mundo dos negócios verdade é verdade, é uma só e ponto final. Para os que duvidam, experimente faltar com a verdade quando for preencher uma ficha de emprego, por exemplo, ou diga ao seu cliente que sua empresa faz algo que não sabe.

A verdade deve ser dita não apenas pelo candidato a uma vaga ou pela empresa que passa pelo processo de qualificação de fornecedores, mas também pela empresa provedora de relatórios de background check (verificação de antecedentes), em seus relatórios e artigos disponibilizados ao público.

Há no Brasil empresas e profissionais da área de background check (verificação de antecedentes) não apenas éticos, mas muito capacitados tecnicamente, o mercado está bem servido, mas há também aqueles que, talvez movidos a uma certa pressa em angariar clientes se dedicam, por exemplo, a publicação de artigos que não trazem a verdade.

É extremamente importante que artigos sejam publicados, quanto mais publicações e pessoas tratando do tema mais troca de experiências ocorrerão; mas o tema exige conhecimentos técnicos, precisão e clareza, para que mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer sua importância.

Então atenção, vai escrever sobre background check (verificação de antecedentes)?   Comece dizendo a verdade.

Quem quiser ler sobre o tema encontrará excelente material de diversos autores, a maioria disponíveis na internet, mas encontrará também algumas pérolas.

Há quem publique, por exemplo, artigo afirmando que se deve fazer background check (verificação de antecedentes) apenas com o uso de robôs, uma pena, já que sabemos que há duas formas de pesquisas: com utilização de robôs (ferramentas de tecnologia) ou manualmente (pessoas, inteligência humana).

Um é melhor que o outro? Um anula o outro? Claro que não, a verdade é que ambos são válidos, ambos podem ser bons – se feitos por bons profissionais.

Tanto o background check (verificação de antecedentes) feito manualmente, como o background check feito por robôs, possuem vantagens e desvantagens um em relação ao outro; o que vai determinar a escolha por um ou outro é o objetivo da pesquisa, a complexidade da operação, a disponibilidade de tempo e recursos.

O tema background check (verificação de antecedentes) é rico, cada vez mais vem sendo incorporado não só por grandes empresas como médias e pequenas e recentemente também pela gestão pública – o que é importantíssimo para trazer transparência e ética nas relações público-privado.

Uma boa forma de colaborar é começar dizendo a verdade!

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t*Claudia de Jesus é advogada e sócia da Background Brasil. 

                                                            

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