Sorteio de obra

Transitando entre o Direito e a informática, a teoria e a prática, o autor Alexandre Golin Krammes, em seu livro "Workflow em Processos Judiciais Eletrônicos" (LTr – 117p.), lança luzes sobre o uso do workflow no processo judicial, ferramenta integrante das inovações tecnológicas que estão resultando na construção de um novo Judiciário.

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Uma nova era está chegando para o Poder Judiciário e para todos os outros operadores do direito. Após séculos de forte apego ao papel, onde os autos físicos dos processos judiciais eram o único meio para a prestação de serviços jurisdicionais, surge o processo eletrônico.

A adoção em larga escala dessa nova realidade traz consigo a esperança de uma Justiça muito melhor em vários aspectos. Economia de recursos maior transparência e ambientes mais limpos são algumas das vantagens esperadas. Mas, sem sombra de dúvida, o que se deseja, principalmente, é um notável incremento no quesito celeridade.

No entanto, é essencial ressaltar que não é apenas a troca do meio no qual tramitam os processos que possibilitará tais vantagens. A simples troca do papel por documentos eletrônicos não é suficiente para esta finalidade; ao contrário, tende a criar formas mais nocivas de burocracia e entraves à concretização da Justiça.

O processo eletrônico não pode ser adotado levando consigo a pesada carga burocrática existente no papel. Esta mudança estrutural requer um completo repensar. E necessária uma reflexão que tenha como alvo, principalmente, rotinas cartorárias muitas vezes reproduzidas ao longo dos anos sem nenhuma avaliação mais profunda sobre sua validade, necessidade ou eficácia.

Alguns projetos atuais mostram que a consolidação de boas práticas de tramitação processual é plenamente viável com a utilização de algumas tecnologias existentes. O workflow é uma delas. Projetar fluxos de trabalho especializados por competências, levando em consideração os atos dos diversos agentes envolvidos nos procedimentos, é o melhor caminho para que um efetivo avanço na prestação jurisdicional seja alcançado.

Este livro, mais do que reafirmar o potencial do processo eletrônico como instrumento em prol da efetivação da Justiça, pretende demonstrar de forma prática como é possível automatizar rotinas judiciais com a utilização do workflow." O autor

Sobre o autor :

Alexandre Golin Krammes é bacharel em Direito e mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento, ambas formações pela UFSC. Advogado licenciado, consultor de Informática Jurídica com experiêcia de 8 anos na implantação de sistema em Tribunais de Justiça.

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 Ganhadora :

Mariana Marques, da Inrise Consultoria em Marketing Jurídico, de São Paulo/SP

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