Preso desde a última sexta-feira, 15, o ex-presidente do PT José Genoino, condenado no processo do mensalão, aguarda o ministro Joaquim Barbosa analisar seu pedido de prisão domiciliar.

Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses de reclusão, mais multa de R$ 468 mil, pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. Ele se entregou à PF em SP na sexta-feira e foi levado de avião para Brasília/DF no sábado, 16.

Durante o voo, o petista teria passado mal, motivando a visita de um médico no Complexo Penitenciário da Papuda, local em que ficou preso em regime fechado até esta segunda-feira, 18, quando foi transferido para o Centro de Internamento e Reeducação, em regime semiaberto.

O médico emitiu relatório reportando que o paciente "estava visivelmente cansado, com disfonia". Diante do quadro de saúde de Genoino, seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, do escritório Ráo, Pacheco & Pires Advogados, pediu ao STF que seu cliente cumpra a pena em prisão domiciliar.

A procuradora-Geral da República em exercício, Ela Wiecko de Castilho, enviou parecer ao Supremo sugerindo que fosse constituída junta médica cardiológica para avaliar a gravidade do estado de saúde do deputado licenciado.

Nesta terça-feira, 19, Genoino realizou exames no IML - Instituto Médico Legal de Brasília depois que o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, da vara de Execução Penal do DF, solicitou um laudo oficial do estado de saúde do parlamentar.

Em nota, o ex-presidente do PT disse que está indignado e que se considera um preso político. "Cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado porque estava exercendo a presidência do PT. Do que me acusam, não existem provas", afiançou.

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