A OAB/RR designou um advogado para acompanhar a situação da faxineira acusada de furto qualificado por comer um bombom que pertencia a um delegado da PF. Com o delito flagrado pelas câmeras de segurança da delegacia, a prestadora de serviço, que é funcionária de uma empresa terceirizada, foi afastada de suas funções. Abdon Neto, advogado designado pela Ordem, vai solicitar à PF documentos do procedimento do auto de flagrante por furto, para em seguida adotar as providências de defesa que o caso requer.

Entenda o imbróglio

O caso ocorreu no dia 30 de setembro. Câmeras de segurança interna do prédio da PF registraram o momento em que a faxineira comia a guloseima do delegado Agostinho Cascardo, que é corregedor da corporação em Roraima.

Na OAB, onde pediu apoio, a mulher disse que pegou e comeu apenas um bombom da caixa que estava na mesa do delegado. Afirmou que "não agiu com a intenção de cometer furto e jamais pensou que pudesse ser processada por algo tão insignificante".

Para o presidente da seccional, Jorge Fraxe, o que está em jogo é "o interesse pela dignidade humana, a valorização das pessoas". "Quando um cidadão comum sofre um dano tão cruel à sua dignidade, como nesse caso, a OAB não pode deixar de prestar todo o apoiamento que a vítima necessita."

Associação dos delegados

A Associação Nacional dos Delegados da PF em Roraima informou que não foi aberto inquérito policial contra a mulher. A entidade destacou que a faxineira não foi autuada em flagrante, e que apenas foram realizados os procedimentos previstos nas normas internas do departamento da PF, como o registro da ocorrência, cujo conhecimento foi dado à empresa prestadora de serviços terceirizados contratada pela Superintendência Regional no Estado.

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