O ministro Teori Zavascki, do STF, converteu neste domingo, 29, a prisão temporária do banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual, em preventiva. A decisão também atinge o assessor e chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira.

Esteves e Ferreira foram presos na última quarta-feira, 25, pela PF, na operação Lava Jato. No pedido de prisão temporária do MPF, Esteves foi apontado como o agente financeiro a oferecer apoio material à família de Nestor Cerveró, em troca de ver seu nome preservado em eventual acordo de colaboração premiada.

Da mesma forma, Diogo Ferreira teria densa participação no embaraço à investigação dos crimes perpetrados no âmbito da Petrobras e no auxílio ao senador para explorar seu prestígio perante ministros do STF.

A medida temporária, concedida pelo ministro Teori Zavascki e referendada pela 2ª turma, terminaria à meia-noite de hoje. Conforme o pedido de prisão preventiva, os objetos apreendidos na quarta-feira e depoimentos prestados por investigados demonstram evolução em desfavor de André Esteves. Para a PGR, há ofensa gravíssima à ordem pública diante da conduta dos dois investigados.

Além disso, na petição o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, argumenta que Esteves tem claro interesse em que não venham à tona colaborações premiadas que o vinculassem a fatos criminosos apurados na operação.

Em nota divulgada neste domingo, o STF dá conta de que "o material coletado nas buscas e apreensões e os depoimentos colhidos no decorrer das temporárias permitiram o preenchimento dos requisitos para a decretação das prisões preventivas".

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