Este ano a Fenalaw inclui uma tarde de plenárias da "Association of Legal Administrators (ALA)". Hoje, às 14h, acontece um congresso especial para departamentos jurídicos e escritórios de advocacia, dentro da Fenalaw.

Laura Broomell, ex-Presidente da ALA, e Kathryn Scourby, ex-membro do Board da ALA, e representante do comitê internacional da entidade, estão no Brasil para participar pela primeira vez da Fenalaw. As executivas foram recepcionadas por Felipe Reis, sócio diretor da Paulo Reis Advogados Associados e co-chair da ALA no Brasil, um dos responsáveis pela realização da Plenária da ALA.

Consolidado como o mais importante ponto de encontro jurídico, o evento apresenta parceria com a ALA, Association of Legal Administrators, que traz Laura e Kathy para apresentarem o cenário atual dos escritórios de advocacia dos Estados Unidos. Na chegada a São Paulo, elas falaram sobre as expectativas a respeito do evento.

Como vocês se sentem em relação à presença da ALA na Fenalaw?
Laura
: A Fenalaw é o maior e mais prestigiado evento jurídico da América Latina, é uma verdadeira honra para a ALA fazer parte deste Congresso.
Kathy: Fiquei muito feliz com o convite que a ALA recebeu da Fenalaw para realizar uma plenária durante o evento. É uma honra virmos a São Paulo representando a ALA e tendo a oportunidade de encontrar profissionais brasileiros e conversar sobre várias tendências da indústria jurídica nos Estados Unidos. Ambas saem ganhando quando colaboram dessa maneira, tanto a ALA quanto a Fenalaw.

Que tipo de troca de experiência você espera para essa semana durante o evento?
Laura: Espero ter conversas maravilhosas sobre a gestão dos escritórios de advocacia. Além disso, estou empolgada para ampliar meu networking durante a Fenalaw.
Kathy: Busco ter uma boa troca de informações durante o evento, tanto na Plenária da ALA quanto no setor de exibição e em nosso stand na Fenalaw. Há muito conhecimento, muitos advogados e administradores de escritórios de advocacia de ambos os países, todos com a chance de aprenderem uns com os outros e compartilharem experiências sobre a administração de um escritório de advocacia.

O Brasil tem um grande número de membros na ALA, ficando atrás apenas dos países da América do Norte. Qual o peso desta presença?
Laura: Estamos muito satisfeitos por estarmos aumentando a quantidade de membros da ALA no Brasil, a participação de cada um faz com que a ALA seja cada vez mais uma associação profissional fortalecida no mercado. Esse resultado é proveniente do nosso trabalho com o Comitê de Relações Internacionais da ALA.
Kathy: Fico feliz em ver como o número de membros brasileiros da ALA vem crescendo nos últimos anos. Acredito que isto se deva ao fato de que os desafios enfrentados pelas empresas de direito são globais, e que nós que estamos envolvidos em gerenciamento podemos aprender muito uns com os outros, independentemente do país em que vivem. Os membros brasileiros da ALA têm notado os benefícios de ser parte desta Associação e, em nome da ALA, espero que ainda mais profissionais brasileiros venham a se tornar membros.

Como se sente em relação ao nível de gestão dos escritórios brasileiros? E em relação aos escritórios dos Estados Unidos? Ainda há muitos desafios?

Laura: Hoje sei pouco sobre a gestão dos escritórios de advocacia brasileiros, prefiro falar sobre isso apenas depois da conferência, onde terei a oportunidade de aprender muito mais sobre a administração brasileira. Os escritórios dos Estados Unidos estão passando por mudanças significativas e iremos (Kathy e eu) explanar algumas delas durante a apresentação que acontecerá na quarta-feira, dia 25.
Kathy: Conversando com amigos da ALA Brasil, percebi que estamos enfrentando desafios semelhantes baseados nas mudanças da indústria legal. Existem certos desafios em áreas dos escritórios de advocacia que acabam sendo únicos de cada país, mas, na minha opinião, existem mais semelhanças que diferenças. Um destes desafios está em contratar gestores para as bancas que não são advogados.

Algum conhecimento específico você busca apreender dos profissionais brasileiros durante o evento?
Laura: Apesar de não termos um número expressivo de membros da ALA em diferentes países, temos muitas firmas com escritórios espalhados ao redor do mundo. Por terem leis diferentes em cada país, estou em busca de aprender mais sobre como os escritórios brasileiros funcionam para trazer as boas práticas para a ALA.
Kathy: Como acredito que ambos os países estão encarando desafios similares, é importante a continuidade do contato e das trocas entre profissionais, proporcionados por eventos como a Fenalaw. É nesse tipo de evento que podemos compartilhar nossas dificuldades e nossas conquistas que certamente vão nos ajudar a sermos melhores gestores em nossos escritórios.

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