A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, 29, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. A ordem de prisão foi dada pelo ministro e relator do caso no qual ele é investigado por corrupção, ministro Felix Fischer, do STJ.

O pedido de prisão foi feito pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, com aval da PGR. Pezão é suspeito de ter participado de esquema de corrupção junto com seu antecessor, Sérgio Cabral.

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A ordem de prisão do governador do Rio de Janeiro foi dada em desdobramento da operação Lava Jato, depois que Pezão foi alvo de delação premiada de Carlos Miranda, suspeito de ter sido operador financeiro de esquemas de corrupção de Cabral.

De acordo com Miranda, Pezão recebeu mesadas entre 2007 e 2014 – período em que Cabral era governador –, e os repasses teriam continuado depois que ele assumiu o cargo de chefe do Executivo estadual.

Prisões

Em decisão na última segunda-feira, 26, o Órgão Especial do TJ/RJ manteve a prisão preventiva, o sequestro de bens e a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lopes. Na ação, que tramita em sigilo, o MP/RJ afirma que a organização criminosa é chefiada por Cabral.

Ainda o parquet, a organização foi responsável pela prática de diversos crimes na execução de obras custeadas com recursos Federais captados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o parquet, os crimes teriam ocorrido entre dezembro de 2008 e dezembro de 2012.

Na semana passada, a 1ª seção Especializada do TRF da 2ª região aprovou, por unanimidade, a prisão de 22 pessoas, sendo dez deputados estaduais do Rio de Janeiro e um deputado Federal eleito neste ano. O colegiado considerou que valores em espécie eram pagos em esquema de corrupção comandado por Cabral a pessoas ligadas aos parlamentares.

PGR

Na manhã desta quinta-feira, 29, a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, afirmou que os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro investigados no caso ainda estão em curso. Segundo a PGR, o esquema criminoso" que atua no Rio de Janeiro se instalou "em diversas unidades públicas do estado".

"Um dos crimes em curso é o de organização criminosa, continua atuando e especialmente à lavagem de dinheiro. A lavagem é o crime que se pratica após a corrupção e que consiste em ocultar onde o dinheiro está. Pelas informações, continua a ser feito."

Segundo Raquel Dodge, "muitos já estão condenados e presos, mas percebeu-se que este esquema criminoso ainda não cessou". "E é por essa razão, os infratores ainda praticarem esse crime, que chegou-se a necessidade de requerer prisão preventiva para a garantida da ordem pública", afirmou Raquel.

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