Realizada pela AMB, a pesquisa nacional “Quem somos – A magistratura que queremos” traça o perfil da magistratura brasileira. Produzida pelos professores Luiz Werneck Vianna, Maria Alice Rezende de Carvalho e Marcelo Baumann Burgos, com a coordenação da Comissão Científica da Associação a cargo do ministro do STJ Luis Felipe Salomão, a pesquisa contou com 3.851 respostas de juízes ativos e inativos.

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Entre os dados coletados, a pesquisa traçou o perfil e as considerações dos juízes, desembargadores e ministro de Tribunais Superiores brasileiros acerca da saúde dos magistrados. Os dados mostram que mais da metade dos magistrados brasileiros na ativa pratica atividade física frequentemente, mais de 80% acredita que está mais estressado e ansioso do que os magistrados do passado, e mais de 90% entende ser necessária a adoção de uma política voltada para a saúde dos membros do Judiciário.

Confira os principais dados em relação à saúde dos magistrados.

Atividades físicas

De acordo com a pesquisa, entre os juízes de 1º grau em atividades, 63,3% praticam atividades físicas frequentemente. Desses, os juízes militares são os mais ativos: 83,3% praticam exercícios com frequência.

A pesquisa também revela que dos juízes de 1º grau ativos, 27,1% praticam exercícios eventualmente enquanto 9,6% não praticam nenhuma atividade física.

Já entre os juízes de 2º grau, 8,4% não praticam atividades; enquanto 29,2% fazem exercícios eventualmente e 62,4%, frequentemente.

Entre os ministros de Tribunais Superiores, a porcentagem de magistrados que praticam atividades físicas é ainda maior. Ao todo, 71,4% são fazem exercícios com frequência, 21,4% praticam eventualmente e apenas 7,1% não fazem exercem atividade física.

Já entre os juízes e desembargadores inativos, 11,3% são sedentários; 34,8% praticam exercícios eventualmente e 53,9%, frequentemente.

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Estresse

Apesar de mostrar dados sobre os hábitos saudáveis dos magistrados, a pesquisa revela que a maioria dos juízes, desembargadores e ministros acredita que estão mais estressados do que os magistrados no passado.

Entre os juízes de 1º grau, 97,2% concordam que estão mais estressados; entre os de 2º grau, 94% concordam que estão com maior grau de estresse. Entre os ministros, o número é pouco menor, sendo que 92,9% creem que estão mais estressados que os magistrados do passado. Já entre os juízes e desembargadores inativos, 86% pensam que os magistrados estão mais estressados que antes.

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Depressão e ansiedade

Os números em relação ao estresse vão ao encontro de outro dado: a maioria acredita que os índices de depressão, síndrome do pânico, crises de ansiedade e suicídio estão maiores entre os magistrados hoje do que há dez anos. Entre os juízes ativos de 1º grau, 94,9% concordam que houve esse aumento. Entre os de 2º grau, 88,4% também concordam. Dos ministros de Tribunais Superiores, 92,9% concordam que os números aumentaram. Já entre os juízes e desembargadores inativos, o nível de concordância é menor, mas ainda assim, grande: 77,3% consideram que houve aumento nos índices desses transtornos entre os magistrados.

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Atividades contra efeitos negativos

A pesquisa da AMB também elenca o grau de realização de atividades praticadas por magistrados para se minimizar os efeitos negativos da rotina de trabalho na saúde e qualidade de vida. De acordo com os dados*, entre os magistrados que realizam essas atividades, a prática de esportes/academia é a mais comum, mas há também o uso de medicação, terapia e a realização de trabalho voluntário para o alcance do bem-estar.

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*Foram entrevistados 2.756 juízes de 1º grau em atividade; 352 juízes de 2º grau em atividades; 359 juízes e desembargadores inativos; e 14 ministros de Tribunais Superiores.

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