A juíza de Direito Anna Paula Dias da Costa, da 44ª vara Cível de SP, condenou a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô a pagar R$ 15 mil de dano moral para passageiro após seus agentes de segurança o abordarem de forma truculenta. Para magistrada, a conduta dos agentes extrapolou o parâmetro da normalidade para o exercício da profissão.

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O homem ajuizou ação contra a empresa alegando que após embarcar na estação Penha, foi abordado por agentes de segurança, de forma violenta, ao argumento que ele estava praticando comércio ambulante dentro dos vagões.

O metrô, por sua vez, argumentou que o homem não atendeu a solicitação dos agentes para abertura total da mochila, sendo, portanto, necessária a utilização de medidas de contenção e uso moderado da força para encaminhá-lo até o mezanino da estação.

Ao analisar o caso, a juíza verificou que o homem não estava praticando comércio irregular. Pelas imagens de segurança, concluiu que a conduta dos agentes extrapolou o parâmetro da normalidade para o exercício da profissão.

 “O excesso é claro ante a forma truculenta dos agentes após a vistoria dos pertences do autor, que foi levado de forma violenta ao mezanino, mesmo após a comprovação de que não praticara comércio irregular no interior dos vagões.”

Assim, acolheu o pedido e condenou a empresa a pagar R$ 15 mil de dano moral para o homem.

O caso foi patrocinado pelo Escritório Vasconcelos, Fernandes & Aizner Sociedade de Advogados.

Veja a íntegra da sentença.

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