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A obra "Os advogados vão ao cinema" (Nova Fronteira - 688p.), coordenada por José Roberto de Castro Neves, mostra que os advogados não deixam de pensar no Direito nem quando vão ao cinema em 39 ensaios sobre Justiça em filmes inesquecíveis..

Os chamados trial films – aqui conhecidos como "filmes de tribunal" – constituem praticamente um gênero próprio dentro do universo cinematográfico, que sempre foi fascinado pelos meandros da Justiça. E, pelo visto, a recíproca é verdadeira: em "Os advogados vão ao cinema", profissionais consagrados do meio jurídico analisam, em ensaios inéditos, alguns de seus filmes preferidos e propõe aos leitores uma série de reflexões sobre a área.

De comédias a dramas, de cults a blockbusters, são diversos os filmes esmiuçados no livro por essas mentes brilhantes. Alguns têm relação mais óbvia com o Direito; outros não possuem um vínculo direto, mas despertam boas observações.

Um clássico como O poderoso chefão, por exemplo, levanta questões sobre pirataria, lavagem de dinheiro e a tênue fronteira entre legalidade e criminalidade; o alemão A vida dos outros convoca a um debate profundo sobre os chamados direitos fundamentais; A pele em que habito nos desafia a pensar sobre a bioética; e pelo popular Legalmente Loira se faz um paralelo entre a representatividade feminina na área jurídica e a luta das mulheres por mais espaço na indústria do entretenimento. E, é claro, não poderia faltar uma análise sobre ética e moralidade a partir de O sol é para todos.

Sobre o coordenador:

*José Roberto de Castro Neves é bacharel em Direito e doutor em Direito Civil pela UERJ; é mestre em Direito pela Universidade de Cambridge. Professor Direito Civil na Pontifícia Universidade Católica e na sua pós-graduação; professor da pós-graduação da FGV; professor de Direito Civil na UERJ. Indicado pelo Senado Federal para integrar a comissão de juristas que elaborou a Lei de Mediação e a revisão da Lei de Arbitragem.

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Ganhador:

Maxwell Assis Castro, advogado em Ipatinga/MG