Mais da metade da sociedade brasileira (52%) confia no Judiciário, valor superior à confiança depositada pelos cidadãos na presidência da República (34%) e no Congresso (19%).

Os dados integram o “Estudo da Imagem do Poder Judiciário”, apresentado nesta semana no Rio de Janeiro. Realizada pela AMB e pela FGV-Rio, a pesquisa foi coordenada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ, com subcoordenação da presidente eleita da AMB Renata Gil.

Conforme o estudo, o Judiciário perde para a OAB (66%) e empresas privadas (56%), mas ganha dos movimentos sociais (49%), sindicatos (35%) e partidos políticos (14%) em termos de confiança.

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A pesquisa foi produzida no período de agosto de 2018 a agosto de 2019, com a utilização articulada de metodologias e técnicas qualitativas e quantitativas, abrangendo diversos segmentos de público: sociedade (usuários e não usuários dos serviços da Justiça); advogados, defensores públicos e formadores de opinião.

Um dado do estudo chama a atenção: apesar da confiança, apenas 5% dos entrevistados disseram estar bem informados sobre o Poder Judiciário. Em contrapartida, 50% se consideraram “mais ou menos informados” e 42% “mal informados”.

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Entre as perguntas feitas estiveram as relativas ao grau de independência entre os três Poderes e a relação estabelecida entre eles. 76% acredita que a relação é conflituosa, e para 25% o Legislativo é o Poder que mais interfere sobre os demais – sendo que para 28%, o Judiciário é o que sofre mais interferência.

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De acordo com a pesquisa, na média 33% dos entrevistados creem que o Judiciário é o Poder que melhor cumpre seu papel – superando, e muito, o Legislativo (9%) e o Executivo (8%).

Esses dados dizem respeito à pesquisa feita entre usuários e não usuários da Justiça. Limitadas as questões aos advogados e defensores, há uma melhora: para 57% dos causídicos e 38% dos defensores o Judiciário é Poder que melhor cumpre seu papel.

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