pílulas

Terça-feira, 16/1/2018

Baú migalheiro

Há 196 anos, no dia 16 de janeiro de 1822, José Bonifácio encabeçou o primeiro gabinete ministerial formado por brasileiros. Assumiu a Secretaria de Estado dos Negócios do Império e Estrangeiros e a chefia política do movimento para a consolidação da regência de D. Pedro I, opondo-se às medidas recolonizadoras das Cortes de Lisboa. Com sua posse, a política do governo tornou-se clara: fazer do Brasil um Estado independente. Bonifácio ocupou o cargo entre janeiro de 1822 e 16 de julho de 1823.


José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil, por Benedito Calixto.

Segunda-feira, 15/1/2018

Baú migalheiro

Há 132 anos, no dia 15 de janeiro de 1886, Joaquim Nabuco foi derrotado em eleição para a Câmara dos Deputados ao tentar eleger-se pelo Recife. A partir daí, passou a dedicar-se ao jornalismo escrevendo uma série de opúsculos, em que identificou a Monarquia com a escravidão e fez sérias críticas ao governo. Neste período publicou as obras "O erro do Imperador", "O Eclipse do Abolicionismo" e "Eleições liberais e eleições conservadoras".

Os aforismos de Joaquim Nabuco você encontra na obra "Migalhas de Joaquim Nabuco - Volumes I e II". (Clique aqui)

Sexta-feira, 12/1/2018

Pique-pique

Aos aniversariantes migalheiros do dia, enviamos nosso abraço. E o fazemos em nome do ilustre ministro aposentado do TST, João Oreste Dalazen, que assiste hoje às comemorações de seu aniversário.


Felicidades!

Baú migalheiro

Há 157 anos, no dia 12 de janeiro de 1861, o imperador D. Pedro II assinou o decreto 2.723, que fundou a Caixa Econômica e Monte de Socorro da Corte, hoje Caixa Econômica Federal. Sua missão era incentivar a poupança e conceder empréstimos sob penhor, com a garantia do governo imperial. Deste modo, a Caixa rapidamente passou a ser procurada pelas camadas sociais mais populares, incluindo os escravos, que podiam economizar para suas cartas de alforria. Assim, desde o início, a empresa estabeleceu seu foco no social.


Caixa Econômica e Monte Socorro do Rio de Janeiro.

Bruxo do Cosme Velho

Em 13 de janeiro de 1997, decreto presidencial conferiu ao inigualável Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura, o título de patrono da Imprensa Nacional.

O Bruxo do Cosme Velho foi aprendiz de tipógrafo no período de 1856 a 1858, na então Typographia Nacional, dirigida por ninguém menos que o também escritor Manoel Antonio de Almeida. Posteriormente, regressou para exercer a função de assistente do diretor do Diário Oficial, no período de 1867 a 1874.

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A livraria da Editora Migalhas orgulhosamente ostenta três obras com o selo machadiano de qualidade: "Migalhas de Machado de Assis", "Doutor Machado - O direito na vida e na obra de Machado de Assis" e "Machado de Assis por Dentro", este último já esgotado. Clique aqui e adquira seus exemplares.

Quinta-feira, 11/1/2018

Baú migalheiro

Há 196 anos, no dia 11 de janeiro de 1822, foi deflagrada a Rebelião de Avilez em reação ao Dia do Fico. A pequena revolta se deu entre as tropas do tenente-general português Jorge Avilez e as brasileiras. Após a decisão de D. Pedro I de permanecer no Brasil, Avilez amotinou-se com cerca de 2.000 soldados a fim de tentar derrubá-lo. O príncipe regente, então, ordenou que cerca de 10.000 soldados da Guarda Real cercassem o motim. Derrotado, Avilez teve que acatar a ordem dada por D. Pedro de voltar para Portugal.


D. Pedro I ordena ao oficial português Jorge Avilez que retorne a Portugal após sua rebelião fracassada.

Quarta-feira, 10/1/2018

Baú migalheiro

Há 106 anos, no dia 10 de janeiro de 1912, Salvador foi bombardeada. O episódio foi um dos momentos graves da luta política existente entre as oligarquias da República Velha no Brasil. Foram cinco horas de pânico, 78 tiros de canhão, prédios públicos e privados destruídos, dezenas de feridos. Assim, após o episódio sangrento, fruto de uma briga política entre o então governador da Bahia Aurélio Viana e o governo Federal, se deu a subida ao poder do ministro da Viação e Obras Públicas, José Joaquim Seabra. Tentando impedir as eleições para o governo, Viana havia ordenado a invasão da Assembleia Legislativa pela Polícia Militar. Alinhado com o presidente Hermes da Fonseca, Seabra teria apoiado a ação violenta.


Palácio do Governo da BA, bombardeado em 1912.

Terça-feira, 9/1/2018

Baú migalheiro

Há 196 anos, no dia 9 de janeiro de 1822, por meio de termo de vereação, reuniram-se no Paço Imperial membros do Senado da Câmara do RJ em uma audiência na qual foi pedida a D. Pedro I a sua permanência no Brasil. Obteve-se uma resposta positiva do príncipe, que ficou conhecida como "Dia do Fico". "Como é para o bem de todos, e felicidade geral da Nação, estou pronto: diga ao povo que fico. Agora só tenho a recomendar-vos união e tranquilidade". Com este gesto de desobediência às Cortes Portuguesas, a separação do Brasil de Portugal estava informalmente realizada. Este episódio culminou com a declaração de independência do Brasil, que viria a ser proclamada em 7 de setembro de 1822.


Aclamação de D. Pedro. Aguarela de Jean-Baptiste Debret (1768-1848).

Segunda-feira, 8/1/2018

Baú migalheiro

Há 133 anos, no dia 8 de janeiro de 1885, Joaquim Nabuco foi eleito para a Câmara dos Deputados como o mais votado. Apesar da vitória retumbante, a Câmara negou-lhe o mandato. Por fortuna, a morte de um deputado abriu nova eleição. Nabuco era de novo candidato. A mobilização popular e o apoio estrangeiro convergiram para que fosse definitivamente eleito e reconhecido deputado. O sucesso eleitoral em situação adversa consolidou Nabuco como líder brasileiro no exterior e como mediador entre o abolicionismo das ruas e o parlamento.

Sexta-feira, 5/1/2018

Baú migalheiro

Há 233 anos, no dia 5 de janeiro de 1785, durante o reinado de D. Maria I, foi promulgado um alvará que abolia o estabelecimento das manufaturas e indústrias no Brasil e em todos os seus domínios ultramarinos. De acordo com D. Maria, a proibição foi necessária porque a atividade industrial no Brasil iria afetar a oferta de mão de obra da agricultura e da extração de minérios. Quem desobedecesse a ordem sofreria pesadas multas. O documento causou revoltas e foi uma das razões para os movimentos de independência em MG e na BA, no final do século XVIII. O alvará foi revogado em 1º de abril de 1808 por D. João.


D. Maria I de Portugal.

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