Em clima de ressaca e com os dois pés em 2019, a pauta do Congresso não vai dar grandes passos antes da decisão do segundo turno no dia 28.

Na volta ao trabalho esta semana, as cúpulas da Câmara e do Senado deram muito pouco impulso ao que estava pendente de decisão/votação.

Nada de importante será discutido nas próximas semanas, o que significa: 1) fim dos blefes sobre reformas e 2) sem mobilizações em torno de projetos que tenham impacto agora ou no próximo governo.

O modo avião acionado durante a campanha - o mesmo que anulou os efeitos do chamado 'esforço concentrado' dos partidos - está de volta.

Com mandatos renovados ou não pelas urnas no domingo passado, os parlamentares apenas emergiram nesses dias para tomar fôlego.

Vão voltar a mergulhar - de corpo e alma - na conjuntura eleitoral.

Congresso

A corrida pela sucessão

Novos presidentes e a composição das Mesas Diretoras na Câmara e no Sendo serão definidos em fevereiro do ano que vem.

As cadeiras mais importantes do Legislativo, no entanto, já estão sendo disputadas.

Planalto

...Outra gincana

As notícias sobre possíveis equipes de governo que estariam sendo montadas por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) empolgam, mas até o momento dizem muito pouco sobre o que cada um fará.

Propaganda

A melhor embalagem

Bolsonaro e Haddad trocaram parte do figurino especialmente para este segundo turno.

Ajustaram tom de voz, editaram mensagens-chave e adequaram a estética original a algo mais identificado com o momento.

Os materiais de campanha que começaram a circular recentemente deram boas pistas do que a propaganda no rádio e na TV, a partir de amanhã, vai tentar reforçar.

Economia

Pesando no bolso

Setembro foi um mês apertado e de custos em alta para todos as pessoas, independentemente da faixa de renda.

De acordo com o Grupo de Conjuntura do IPEA, o indicador desenvolvido pelo instituto para medir o peso da inflação demonstrou que setembro superou agosto.

Os mais pobres desembolsaram mais para comprar alimentos e bebidas e pagar habitação. Já os mais ricos sentiram o reflexo da inflação nos gastos com combustível e passagens aéreas.

Para quem não se lembra, o IBGE divulgou o IPCA - inflação oficial - do mês passado: a taxa foi 0,48% - maior para um mês de setembro desde 2015.

Em agosto, o IPCA havia ficado negativo em 0,09%.

Braile

Mais obras disponíveis

Com a promulgação do Tratado de Marraqueche, brasileiros terão mais facilidade para adquirir obras literárias que trazem o conteúdo em método braile.

O tratado exime reprodutores das obras do pagamento de direitos autorais, barateando assim o valor final do produto.

Agenda

Comécio - O IBGE divulga hoje a pesquisa mensal de comércio de agosto.

Agricultura - A produção agrícola de setembro também será apresentada pelo IBGE hoje.

Bolsonaro - O candidato se reunirá, no Rio, com eleitos pelo PSL e partidos coligados.

Haddad - O candidato cumpre agenda em Brasília, com reuniões na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Nos jornais

Datafolha - Na primeira pesquisa pós-primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL) tem ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT). O deputado aparece com 58% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito paulistano tem 42%. (manchete da Folha de S.Paulo e O Globo)

Haddad - Em nova estratégia, o comitê de Fernando Haddad reduziu a imagem do ex-presidente Lula e o uso do vermelho, marca do petista, no material de propaganda. Nas novas peças as cores da bandeira do Brasil predominam. (Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

Ciro - Contra o que chamou de "fascismo", Ciro Gomes (PDT) anunciou apoio crítico a Fernando Haddad: "Abaixo a ditadura e viva a democracia", afirmou Ciro, sem citar o nome do petista. (todos os veículos)

Bolsonaro - Pela primeira vez, Jair Bolsonaro se posicionou contra atos de violência pelo país cometidos por seus apoiadores. E divulgou mensagem em rede social afirmando que "dispensa voto de quem pratica violência". (Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

Goiás - A Polícia Federal prendeu ontem o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) enquanto prestava depoimento sobre a operação Cash Delivery. A investigação trata do pagamento de propinas em campanhas eleitorais. (todos os veículos)

MPF - Anunciado como ministro da Fazenda em um governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes é investigado pelo Ministério Público Federal em Brasília por suspeita de envolvimento em fraudes em fundos de pensão com dirigentes das entidades ligados ao PT e ao MDB. (Folha de S.Paulo, Valor Econômico e O Globo)

Previdência - Se as propostas de Bolsonaro e Haddad de adotar um regime de capitalização para a Previdência forem aprovadas, o custo anual para os cofres do INSS seria crescente ao longo dos anos e chegaria a R$ 310 bilhões em 2040. (manchete de O Estado de S. Paulo)

Bolsa Família - Em aceno ao Nordeste e ao eleitorado petista, o presidenciável Jair Bolsonaro prometeu dar o 13º salário aos beneficiários do Bolsa Família. Segundo o candidato, a nova despesa será paga com a receita do "combate à fraude" no programa. (todos os veículos)

Mercado - O Ibovespa teve forte queda ontem por causa do discurso antiprivatização feito por Jair Bolsonaro na noite de terça. Investidores ficaram frustrados com declaração do candidato, segundo a qual, se eleito, não venderá o "miolo" da Eletrobras nem da Petrobras. (manchete do Valor Econômico)

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