O amigo Daniel Toledo pergunta:

"Alexandre, boa tarde, como vai? Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela coluna. Gostaria de saber se hoje em dia o mercado jurídico percebe primeiro o nome dos sócios ou a imagem do escritório?".

Daniel, obrigado pela pergunta. Partindo do princípio que os nomes dos sócios ainda não são conhecidos pelo mercado (acredito que essa é sua premissa também), vou colocar um cenário simples aqui e você mesmo vai responder sua pergunta. Estamos – eu e você – em um evento onde esperamos trocar experiências com advogados para que possamos agregar informações à nossa rotina. Não conhecemos ninguém, mas queremos falar apenas com pessoas que possam acrescentar algo à nossa carreira. Vemos dois advogados: um de terno cinza, camisa branca e gravata azul marinho e outro de terno lilás, camisa verde e gravata vermelha. Quem vamos tentar abordar? Tendenciosamente acabamos optando pela pessoa que mais se adequa ao que temos como imagem conceitual de advogado de sucesso. Nesse cenário não importou muito o nome da pessoa e sim a maneira como ele estava se mostrando aos demais.

O cenário pode ser simplista e extrapolado demais, mas o que delimito aqui é que, do mesmo jeito que queremos ver um médico de branco, o mercado ainda quer ver o advogado com o porte e imagem de advogado. Vale lembrar que não estou falando aqui de moda e nem de modernidade na advocacia, mas sim comentando sobre mostrar uma imagem adequada dentro do setor jurídico.

Trazendo isso para a imagem completa do escritório e respondendo sua pergunta: o mercado percebe primeiro a imagem em um escritório iniciante para apenas depois se importar com sua alcunha. Isso significa que criar uma imagem inadequada nos seus materiais institucionais acaba repelindo muitas tentativas de contato e afinidade com o possível cliente. Afinal de contas, quem já não desistiu de falar com um advogado pois percebeu, na sua imagem institucional, que ele era "mais um da balancinha"?

Obviamente a ideia é que o nome, através do reforço constante do marketing no institucional solidificado, ultrapasse a imagem "física", fazendo com que as pessoas consigam escutar a denominação do escritório, atrelem o mesmo a uma banca sólida e à qualidade de resultados e constatem que é este tipo de escritório que elas necessitam para solucionar seus problemas. E é isso o que eu chamo de Marca Jurídica Consolidada, o objetivo final de qualquer projeto de marketing jurídico bem-sucedido.

Espero ter ajudado.

Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.

Bom crescimento!

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Alexandre Motta

Alexandre Motta é consultor e sócio diretor do Grupo Inrise. Com formação e pós-graduação em marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), atuou durante cinco anos em escritório jurídico como responsável pela área de desenvolvimento de negócios e comunicação com clientes. É palestrante oficializado pela OAB (tendo recebido inclusive a Medalha do Mérito Jurídico), escreve artigos de relevância para o mercado atual e é autor dos livros "Marketing Jurídico – Os Dois Lados da Moeda" e "O Guia Definitivo do Marketing Jurídico". Apresenta também o programa de entrevistas Conversa Legal, focado na interatividade dos profissionais do setor jurídico. Desde 2002 mantém, através de sua consultoria, uma clientela de inúmeros escritórios jurídicos sob sua responsabilidade de atuação e crescimento em marketing ético.