Ao contrário do que muitos pensam, o sucesso de um projeto de nuvem vai muito além da infraestrutura. Quando o assunto é um ERP do porte do Microsiga Protheus, conhecido também como TOTVS Protheus, normalmente usado por empresas de médio e grande porte, como indústrias, operadores logísticos e prestadores de serviço, o projeto é ainda mais crítico.

Planejamento e execução da migração são pilares fundamentais a serem olhados e que, ao contrário da infraestrutura, não são oferecidos por qualquer provedor de nuvem. Nem sempre possui-se um time – seja interno ou terceirizado – com competências técnicas para olhar cuidadosamente para esses aspectos, ou tempo disponível para conduzir essa migração.

Gostamos de deixar claro que não existe uma receita ou fórmula que se encaixe em todas as empresas para um projeto de migração para a nuvem bem sucedido. Os pilares que mostraremos aqui dependem uns dos outros e são frutos de uma visão com base em nossa experiência em relação ao que tem funcionado em nossos clientes. Leia atentamente o que acreditamos ser essencial para o sucesso de um projeto de migração, pensando nas particularidades do seu negócio:

1. A infraestrutura

Requisitos técnicos que os sistemas demandam para funcionar

Incrivelmente, esse pilar é o mais simples, pois não tem relação direta com aspectos do negócio. Antes de qualquer coisa, é necessário descobrir o que é realmente importante em relação à infraestrutura para rodar um sistema como o Protheus, na nuvem. Para isso, é interessante verificar as recomendações do desenvolvedor e identificar quais as configurações atuais da sua infraestrutura.

Um dos aspectos mais interessantes relacionados à infraestrutura na nuvem é a elasticidade. Uma empresa que está considerando implantar o Protheus, por exemplo, pode fazer a contratação de uma infraestrutura mínima para o software funcionar, e depois escalar os recursos conforme o crescimento do negócio.

2. Os usuários

Quem são, o que precisam acessar, como é o acesso e qual a frequência

Um fornecedor de datacenter convencional não vai conseguir entrar no seu negócio e entender seus usuários sobre as questões citadas no título desse tópico. Será necessário que você faça isso, para garantir que as políticas de acesso estarão de acordo.

Uma empresa tem diversos setores e tipos de usuários: um usuário do departamento de faturamento, por exemplo, tem uma prioridade de acesso maior que o do marketing, além de cada um utilizar um tipo de ferramenta diferente no dia-a-dia. Aliás, se pararmos para pensar, os usuários são diferentes, inclusive, dentro do mesmo departamento: presumir que todos os usuários são iguais e levá-los para a nuvem da mesma forma, com certeza irá trazer problemas durante a migração. A partir do momento que entende-se a maneira de utilização das tecnologias, é possível pensar em um modelo que leve as particularidades em conta e, então, desenhar um projeto que atenda perfeitamente as expectativas dos usuários. E como desenha-se isso? Veja no terceiro pilar.

3. A nuvem

Qual o tipo de nuvem adequado para sua empresa e como o sistema será acessado

Conforme já falamos em artigos anteriores, existem diversos tipos de nuvem: a pública, onde os recursos são compartilhados com outras empresas, a nuvem privada, onde o poder computacional é totalmente dedicado à sua empresa e obtém-se ganhos de desempenho por isso, e a híbrida, que é como uma composição dos dois tipos e ainda adiciona uma terceira parte que roda dentro da empresa, ou seja, é uma nuvem interna e uma nuvem externa (pública ou privada).

Após decidido o tipo de poder computacional que mais faz sentido para a sua empresa, é preciso pensar como o usuário irá acessar esse sistema, o que depende muito de como ele foi desenvolvido. É preciso pensar, também, no nível de conectividade que a empresa possui – se existe uma filial em algum lugar distante, como no interior do estado, onde a conectividade tende a ser mais baixa, deve-se pensar com cautela em como otimizar o acesso para os usuários de lá.

Na hora de migrar um ERP como o Protheus, é preciso entender mais do que apenas recursos de servidores, e sim ter experiência com a dinâmica de um sistema de nível crítico.

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*Thiago Madeira de Lima é diretor executivo da Penso Tecnologia.

Ktree Penso Tecnologia da Informacao Ltda.

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